12 de junho de 2012

E3 2012: “Ragnarok Odyssey” chega ao Vita com cara de “Monster Hunter”

Por: POP Games

Tratado como um spin-off do famoso MMO distribuído no Brasil pela Level Up, “Ragnarok Odyssey” é um RPG exclusivo para PS Vita que se passa no mesmo universo. Carregando um nome como esse, as expectativas são sempre elevadas, especialmente junto ao mercado brasileiro. Mesmo com todo o potencial de inspiração de um título com anos de sucesso, algumas escolhas equivocadas de seus desenvolvedores tornaram o título obsoleto antes mesmo de seu lançamento.
 
O que você precisa saber: lembrando vagamente o original, “Ragnarok Odyssey” funciona com batalhas diretas, sem estrutura de turnos. Para os jogadores que já conhecem o universo do jogo diversos monstros serão facilmente reconhecidos durante os combates – Quantos Porings você não teve que matar antes de aprender a sentar, heim? A campanha do jogo admite até quatro jogadores online, seja via WiFi ou 3G. Para cada missão o personagem possui três vidas e terá que reiniciá-la do começo caso gaste todas elas.

Um dos grandes chamativos do “Ragnarok Online” era a customização dos personagens. Em “Odyssey” os produtores procuraram fazer o mesmo, permitindo com que os jogadores mudem sexo, traços faciais, acessórios e, claro, as roupas e suas cores. A trama se passa em dez locações diferentes, cada qual com sua própria fauna e flora. No fim das contas, tudo no jogo acaba lembrando mais uma versão distante de Monster Hunter.

O que achamos: o maior erro de “Ragnarok Odyssey” foi justamente ter “Ragnarok” no nome. Quase nada no jogo remete à RO o que vai desagradar muito os fãs da série. Já aqueles que não conheciam a franquia anteriormente podem acabar se rendendo a um RPG com estilo clássico, direto e sem muitas surpresas. Suas mais de 85 sidequests também garantem certa diversão nos modos cooperativos de multiplayer. Os comandos são eficientes, apesar do pouco uso do touchscreen e os gráficos não são nada mais que bons.

Esqueça também as inúmera classes de RO. Resumido a apenas 6 – Sword Warrior, Hunter, Hammersmith, Assassin, Mage e Cleric – elas são fixas e não se alteram no decorrer do jogo. Outro ponto falho são as armaduras. Para que o jogador ficasse livre para embelezar seu personagem, todas elas tem o mesmo fator de proteção. Só é possível alterar seus valores através de cards que se ligam as armaduras e armas – algo como as matérias em “Final Fantasy VII”. Apesar do sucesso de RO no Brasil, não há previsão do título ser traduzido para português. Sendo fã ou não, “Ragnarok Odyssey” não surpreende, muitas vezes não agrada, mas pode, com muito esforço, divertir.

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